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Avenida Paulista: roteiro de dia com jantar japonês em Bela Vista

Roteiro de Avenida Paulista São Paulo: arte no MASP, parque Trianon e almoço japonês de comida quente em Bela Vista, sem sushi e sem balança.

Redação MenussEquipe editorial7 min de leitura
Bandeja de comida japonesa quente do Osakaya, parada certa de quem caminha pela Avenida Paulista, São Paulo.

Quem vem a São Paulo pela primeira vez normalmente passa um sábado inteiro na Avenida Paulista e descobre que comer perto do MASP é a parte mais difícil do dia. Os restaurantes da própria avenida cobram caro para entregar pouco. As opções honestas estão a três ou quatro quadras de distância, na Bela Vista. Vale ter um plano antes de sair do hotel.

A Avenida Paulista em três horas

Para o visitante de fim de semana, três paradas resolvem o lado turístico do dia:

  • MASP, na Avenida Paulista, com a coleção brasileira em cavalete de vidro e exposições temporárias que rodam.
  • Parque Trianon, do outro lado da avenida, em frente ao MASP, para uma pausa de mata atlântica plantada no meio da cidade.
  • Avenida Paulista aos domingos, com a via fechada para carros entre 9h e 17h, virando passeio de bicicleta, skate e feirinhas pontuais.

Aos sábados o trânsito é normal mas a calçada é o momento mais agradável da semana porque o escritório descansa e o turismo ocupa a frente. Aos domingos, com a avenida fechada, vira evento por si.

Em três horas dá para fazer o eixo MASP, Trianon e um trecho de caminhada até a esquina de Consolação ou Brigadeiro. O que sobra do dia é onde a maioria erra: come no shopping ou na praça de alimentação porque não sabe que existe outra opção a cinco minutos.

Onde almoçar fora da avenida

A Avenida Paulista é o eixo financeiro da cidade, e a oferta gastronômica reflete isso. Restaurantes corporativos com almoço executivo de R$ 100 para cima. Praças de alimentação de shopping com ticket parecido e cozinha de praça. Redes de fast-food internacional. Casas autorais boas existem, mas o ticket sobe rápido para um sábado em família.

A Bela Vista, do lado par da avenida (entre Brigadeiro e a parte mais residencial da Treze de Maio), tem outra equação. Tradição de imigração italiana e japonesa em camadas. Salões menores. Cozinha focada. Ticket entre R$ 35 e R$ 60 por pessoa em opções asiáticas honestas. Quem cruza a calçada da Paulista no sentido leste, em direção à Brigadeiro, descobre tudo isso em sete minutos de caminhada.

A melhor parte da Paulista é a quadra que fica fora dela.

Osakaya: comida quente, sem sushi, sem balança

O Osakaya fica na Rua Treze de Maio, 1642, Bela Vista. É um buffet japonês de comida quente apenas. Sem balcão de sushi. Sem sashimi. Sem balança. O cardápio é construído em torno de pratos preparados quentes pela cozinha em ciclos curtos, e o cliente escolhe entre três tamanhos fixos.

A ausência do sushi é decisão deliberada. Sushi exige peixe diário, balcão frio, reposição constante. Restaurantes que tentam fazer tudo costumam fazer cada coisa de modo mediano. O Osakaya escolheu cozinha quente japonesa e coreana, e domina ela.

O salão é pequeno, tem ar de comércio de bairro mais do que de restaurante turístico, e o público de almoço de semana é metade escritório da Paulista, metade morador da Bela Vista. No sábado o perfil muda para família e visitante.

Roteiro de dia com almoço

Para um sábado típico de turismo, o trajeto fecha bem nessa ordem:

  1. 10h30: chegar na estação Brigadeiro (Linha 2-Verde) ou Trianon-MASP, dependendo do hotel. Caminhar até o MASP.
  2. 11h às 12h30: visita ao MASP. Cuidado para não perder a janela do almoço se o ticket de fila estiver longo.
  3. 12h30 às 14h: caminhar pela Treze de Maio até o Osakaya, sentar para almoço.
  4. 14h às 15h30: descer mais a Treze de Maio em direção à Bixiga ou voltar para o Parque Trianon.
  5. 15h30 em diante: café no entorno e volta para o hotel.

Quem está com criança pode inverter: parque primeiro, almoço entre 12h e 13h, MASP no início da tarde quando a fila do MASP costuma ser mais curta.

Quanto custa um almoço completo

O sistema do Osakaya é P, M e G. Cada tamanho é uma combinação fixa de bases, proteínas e acompanhamentos do dia.

TamanhoComposiçãoPreço
Pequeno (bowl)1 base + 1 acompanhamento + 1 proteínaR$ 36
Médio (prato)1 base + 2 acompanhamentos + 1 proteínaR$ 41
Grande (prato + bowl)1 base + 2 acompanhamentos + 2 proteínasR$ 48

As bases são fixas: gohan (arroz japonês), macarrão chow mein, ou meio a meio. As proteínas e os acompanhamentos rotam todos os dias. Aparecem na rotação karaage, orange chicken, buta no kakuni (pancetta), peixe empanado, takoyaki e legumes ao molho oriental.

Quem prefere algo mais fechado pede no balcão de Pratos do Dia. O mais permanente é o Kare Rice, sempre vegetariano, em três tamanhos: P por R$ 44, M e G por R$ 46.

Para customizar:

  • Proteína extra: R$ 15
  • Acompanhamento extra: R$ 10
  • Kimchi: R$ 14

Bebidas e sobremesa coreana

A carta de bebidas é simples e o ticket continua honesto:

  • Refrigerantes (Coca-Cola, Pepsi, Sprite, Guaraná, Schweppes, Tônica e variantes) por R$ 8
  • Águas (natural ou com gás) por R$ 7
  • Chás gelados (pêssego, limão, mate) e H2O por R$ 10
  • Cerveja Long Neck por R$ 12, 600ml por R$ 19

A sobremesa é a parte com identidade mais forte. Os sorvetes coreanos importados não aparecem em quase nenhum outro endereço asiático da região central. A linha Melona (banana, manga, melão, morango) é um picolé de 70ml por R$ 12. Powercap (chocolate, melancia, soda) é um cone de 130ml também por R$ 12. Samanco (chocolate, morango, chá verde, mixberry, pipoca caramelizada) é um sanduíche de sorvete de 150ml por R$ 15. O Choux Cream sai por R$ 18 nos sabores baunilha e melon.

Para um turista, a sobremesa coreana é uma experiência que poucos endereços de São Paulo replicam.

Como chegar e quando ir

O Osakaya fica a sete minutos a pé da estação Brigadeiro (Linha 2-Verde). Quem está hospedado em hotel da Paulista entre Brigadeiro e Trianon-MASP faz oito a quinze minutos de caminhada. Calçada plana, sem cruzamento difícil, e o trecho de Treze de Maio é mais calmo do que a Paulista.

O salão lota antes das 12h30 nas sextas e sábados. Para um turista com agenda flexível, dois horários valem o desvio. Antes das 12h, mesa imediata e cozinha em pico de reposição. Depois das 14h, fila zero mas rotação mais lenta porque a cozinha já está em modo de encerramento. A reserva é aceita apenas para o primeiro horário (11h30 às 12h). Depois disso, atendimento por ordem de chegada.

Detalhes práticos

  • Endereço: Rua Treze de Maio, 1642, Bela Vista, São Paulo
  • Como chegar: 7 minutos a pé da estação Brigadeiro
  • Almoço de semana: segunda a sexta, 11h30 às 15h
  • Almoço de sábado: 12h às 16h
  • Domingo e feriados: fechado
  • Não há jantar. Apenas almoço.
  • Pagamento: crédito, débito, dinheiro, PIX, VR, Alelo, Sodexo, Ticket
  • Delivery: iFood, Keeta, 99
  • Acessibilidade: entrada com escada pequena e elevador disponível
  • Não é pet friendly por norma da SABESP do prédio, com a exceção habitual para cães-guia.

Para quem o roteiro funciona

Funciona melhor para o visitante que quer um sábado equilibrado entre cultura e comida sem cair no preço de hotel ou no tédio de praça de alimentação. Para a família com criança que precisa de um lugar com cardápio direto, sem fila de balcão de sushi, sem balança que estressa o ticket no fim.

Não funciona bem para quem quer jantar perto da Paulista. O Osakaya não abre à noite. Para jantar, a Bela Vista oferece outras casas, mas a frente quente do Osakaya é uma operação de almoço.

Veja o cardápio do dia →


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